Revista de Administração Revista de Administração
Revista de Administração 2017;52:219-32 DOI: 10.1016/j.rausp.2017.05.010
Human Resources and Organizations
Cultural intelligence, cross-cultural adaptation and expatriate performance: a study with expatriates living in Brazil
Inteligência cultural, adaptação transcultural e o desempenho de expatriados: um estudo com expatriados residentes no Brasil
Inteligencia cultural, adaptación transcultural y desempeño de expatriados: un estudio con expatriados residentes en Brasil
Inácia Maria Nunes, , Bruno Felix, Lorene Alexandre Prates
Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças Business School, Vitória, ES, Brazil
Recebido 04 Fevereiro 2015, Aceitaram 22 Novembro 2016
Abstract

Developing a competitive workforce abroad is a relevant challenge to organizations with multinational activities. In view of this, added to the high costs associated with expatriation, it is necessary to identify the factors that facilitate a satisfactory performance of executives in international assignments. Thus, the purpose of this work is to investigate the relationship between cultural intelligence, cross-cultural adaptation and expatriates performance. Based on a sample of 217 expatriates from 26 countries living in Brazil, the research reveals a positive association between cultural intelligence and cross-cultural adaptation, and the latter with expatriates’ performance. However, the direct relationship between cultural intelligence and expatriates performance was not significant. The results also revealed an indirect relationship between cultural intelligence and expatriates performance mediated by cross-cultural adaptation. Thus, we suggest that cultural intelligence converts itself into the ability of the expatriate to better adapt to the new culture, which then results in performance. Based on Allport's Contact Theory (Pettigrew, 1998), which has the assumption that increased interactions between members of different ethnic groups can lead to increased mutual understanding, reduce hostilities, prejudices and the formation of friendships between groups in different social contexts (Kim, 2012; Pettigrew & Tropp, 2006), we thus suggest that this transformation process is facilitated and powered by the increase of interactions between expatriates and the host country nationals. Suggestions for future research and for practice are presented.

Resumo

Criar uma força de trabalho competitiva no exterior é um desafio relevante para diversas organizações com atividades multinacionais. Diante disto e dos altos custos associados à expatriação, faz-se necessário identificar fatores que facilitam o desempenho satisfatório de executivos em designações internacionais. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre inteligência cultural, adaptação transcultural e desempenho de expatriados. A partir de uma amostra de 217 expatriados, provenientes de 26 países diferentes e residentes no Brasil, o estudo revelou uma associação positiva entre inteligência cultural e adaptação transcultural e, desta última, com o desempenho de expatriados. No entanto, a relação direta entre inteligência cultural e desempenho de expatriados não se mostrou significante. Os resultados revelaram, ainda, uma relação indireta entre inteligência cultural e desempenho de expatriados mediada pela adaptação transcultural. Assim, sugere-se que a inteligência cultural se transforma em capacidade de melhor adaptação do expatriado à nova cultura, para então resultar em desempenho. A partir da Teoria do Contato de Allport (Pettigrew, 1998), cujo pressuposto é de que o aumento das interações entre os diferentes membros de grupos étnicos pode levar ao aumento no entendimento mútuo, à redução de hostilidades, de preconceitos e à formação de amizades entre grupos em diversos contextos sociais (Pettigrew & Tropp, 2006; Kim, 2012), sugere-se que este processo de transformação é facilitado e potencializado pelo aumento das interações entre expatriados e habitantes locais. Sugestões para futuras pesquisas e para a prática são apresentadas.

Resumen

Crear una fuerza de trabajo competitiva en el extranjero es un importante reto para muchas organizaciones que desarrollan actividades multinacionales. Por ello y en vista de los altos costos asociados con la expatriación, es necesario identificar los factores que facilitan el buen desempeño de los ejecutivos en asignaciones internacionales. El objetivo en este trabajo es evaluar la relación entre inteligencia cultural, adaptación transcultural y rendimiento de expatriados. A partir del análisis de una muestra de 217 expatriados procedentes de 26 países, que viven en Brasil, puede observarse una relación positiva entre inteligencia cultural y adaptación transcultural, y de ésta con el desempeño de los expatriados. Sin embargo, la relación directa entre inteligencia cultural y desempeño de los expatriados no es significativa. Los resultados también muestran una relación indirecta entre inteligencia cultural y rendimiento de expatriados mediada por la adaptación cultural. Así, se sugiere que la inteligencia cultural se convierte en una capacidad de mejor adaptación del expatriado a la nueva cultura, para entonces dar lugar al rendimiento. Con base en la teoría del contacto de Allport (Pettigrew, 1998) – cuya hipótesis es de que el aumento de las interacciones entre los miembros de diferentes grupos étnicos puede conducir a una mayor comprensión mutua, a la reducción de hostilidades y prejuicios y a la formación de amistades entre grupos en diversos contextos sociales (Pettigrew & Tropp, 2006; Kim, 2012) – se sugiere que este proceso de cambio se ve facilitado y reforzado por el aumento de las interacciones entre los expatriados y los habitantes locales. Se presentan sugerencias para futuros estudios y para la práctica.

Keywords
Cross-cultural adjustment, Cultural intelligence, Expatriate performance
Palavras-chave
Adaptación transcultural, Inteligencia cultural, Desempeño de expatriados
Palabras clave
Adaptación transcultural, Inteligencia cultural, Desempeño de expatriados
Revista de Administração 2017;52:219-32 DOI: 10.1016/j.rausp.2017.05.010